Intel Pentium 4 "Prescot"


     

 

Será que é o Pentium 5? Será um Pentium 4 super vitaminado? Nem um nem outro, ou quem sabe um pouco dos dois. Hoje a Intel está apresentando para o mercado o seu novo processador, cujo nome de código é Prescot. Oficialmente é a nova forma de apresentação do Pentium 4 e traz inovações tecnológicas interessantes. Para o usuário final pode não parecer importante este novo processador ser fabricado com a tecnologia de 90 nanômetros, mas isso é um fator diferencial importante. Agora com 125 milhões de transistores, contra cerca de 50 milhões do Pentium 4 anterior (chamado de Northwood), dimensões reduzidas, dobro da memória cachê aumentada de 512 Kbytes para 1024 Kbytes (1 Mb), e possibilidade de crescimento da velocidade a curto prazo e avanços de engenharia (silício "esticado", 7 camadas de interconexão, camadas de 5 átomos no silício etc.) são as características marcantes.


Segundo a Intel a evolução da micro-arquitetura traz benefícios de performance que podem variar entre 10% e 30% quando comparado ao Pentium 4 "habitual" rodando na mesma freqüência. Estão disponíveis a partir de hoje processadores Prescot nas freqüências de 2.8, 3.0, 3.2 e 3.4 Ghz todos também com a tecnologia Hyper Threading (HT), que foi aperfeiçoada com melhor uso dos "processadores virtuais". Somente na versão 2.8 Ghz, a mais simples da família, existe um modelo de processador sem HT para ser uma alternativa de baixo custo na tecnologia mais recente.


Há planos da Intel elevar a freqüência do processador até 4.0 Ghz até o final de 2004. Porém a neste lançamento foi privilegiada a renovação e otimização da arquitetura. Analogamente, um motor de automóvel pode ser "fortalecido" aumentando a cilindrada do motor (de 1.6 litros para 2.4 litros por exemplo) sem alterar o projeto do mesmo. A opção da Intel foi "manter a cilindrada do motor" e aperfeiçoar a arquitetura para extrair mais potência com o mesmo tamanho. A Intel aprendeu e aplicou muito bem a lição: "somente freqüência não é o mais importante".


O Prescot traz 13 novas instruções que poderão ser usadas por novas gerações de programas que otimizam aplicações como codificação de vídeo e som, gerenciamento de tarefas, e operações aritméticas complexas. São instruções para incrementar aplicativos que viabilizarão a aplicações de "Digital Home". Com o passar do tempo o uso da mesma máquina com Prescot tende a ser melhor na medida em que os novos programas possam trazer benefícios ainda mais perceptíveis. Há casos isolados já documentados de ganhos acima de 400% (por exemplo o caso do Adobe Premiere com otimização para uso de Hyper Threading).


Como as especificações do Prescot já tinham sido publicadas há alguns meses, as motherboards existentes podem já suportá-lo (deve ser verificado com o fabricante). Consultada, a Intel confirmou planos para criação de uma versão do Prescot para notebooks, privilegiando os usuários de computadores móveis com necessidade de alta performance, mas ainda não há data oficial para este lançamento.


INFORMÁTICA recebeu para testes um computador usando o Prescot do fabricante nacional ACCEPT, na configuração de Pentium 4 Prescot de 3.0 Ghz HT, 512 Mb Ram (dual DDR 400 Mhz), hd 120 Gb serial ata, vídeo nvidia fx5200, DVD/CDRW combo, 8 portas USB 2.0, áudio e rede 10/100/1000 Mb integrados e Windows XP Professional. Nesta configuração o equipamento custa R$ 4.845,00. A Accept também fornecerá computadores nas freqüências de 3.2 Ghz e 3.4 Ghz. As primeiras impressões de INFORMÁTICA foram curiosas. O tempo de carga do sistema operacional é bom, mas não muito diferente do que já vimos antes. Porém os testes preliminares de performance em testes específicos começaram a mostrar as virtudes do Accept com o Prescot. Efeitos de tratamento de imagens, codificação de som (Wave para Mp3 e Wma) e vídeo (Avi para Mpeg) e performance em jogos nos impressionaram. Detalharemos os resultados deste teste em edição futura, mas de antemão podemos antecipar ganhos comparativos de cerca de 20% em relação ao P4 de 3.0 Ghz.


A evolução dos processadores é necessária e esperada pelos usuários. Melhor ainda quando o foco é na arquitetura e base tecnológica, pois assim se obtém os melhores resultados na mesma plataforma. Rumores no mercado falavam que a Intel lançariam um processador Pentium 5. Na verdade o Pentium 4 "geração Prescot" é um avanço real, embora ainda use o núcleo do P4. A opção por sofisticar a arquitetura, sem esperar uma mudança formal do produto (P5), sinaliza uma preocupação em evoluir o produto de forma gradual já preparando o terreno para as gerações vindouras, tanto de processadores como de usuários.
 


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