
Se você algum dia já pensou o quanto seria prático ter vários computadores mas não tem o espaço físico ou recursos monetários para comprar mais computadores, atenção para este teste. Temos novidades muito interessantes para você ! O VMWARE é um destes softwares que aparecem de tempos em tempos e que provocam mudanças nos paradigmas da informática, assim como foi o Windows, o Napster, entre outros.
Sua idéia básica não é nova. Os computadores de grande porte (Mainframes) já usam há muito tempo esta habilidosa tecnologia, a qual permite que um único computador se comporte como se fosse vários computadores. Esta tecnologia é conhecida como “Virtual Machine” ou simplesmente VM. O próprio Windows se utiliza de Virtual Machines para oferecer suporte a sessões DOS por exemplo. Mas o Windows não virtualiza a si mesmo, por isso não é possível executar um outro Windows por dentro de uma sessão DOS. Há o Terminal Services do Windows 2000 Server que de maneira eficaz cria máquina virtuais porém para uso bem específico e diferenciado.
O maior uso de máquinas virtuais é como suporte a diversos sistemas operacionais simultaneamente. Habitualmente já se faz isso usando utilitários que habilitam menus de inicialização, pelos quais escolhe-se qual sistema será usado naquele momento. O VMWARE permite que isso seja feito simultaneamente, ou seja, pode haver em um certo computador Windows 2000 Professional ou Server, Linux, MS DOS, Windows 3.11, NT 4.0 Server ou Workstation, Windows 98, Windows 95 ou Windows Milenium, todos ao mesmo tempo. Claro que esta situação é teórica pois não há utilidade para ter todos estes sistemas operacionais carregados ao mesmo tempo.

Mas afinal quais as aplicações para outros computadores virtuais ? Há inúmeras ! Particularmente testes de programas ou mesmo testes de sistemas operacionais. Quantas vezes alguém quis testar um software e após corajosamente instalá-lo , percebeu que seu Windows ficou instável e mesmo após ter se arrependido e desinstalado o programa os
problemas terem persistido ? Isso é muito mais comum do que se imagina. Nesta hora brilham as estrelas do VMWARE !
O VMWARE Desktop exige para ser instalado Windows 2000 Professional ou Server, Windows NT 4.0 Workstation ou Server ou LINUX. Não funciona em Windows 95/98 nem Milenium pois o gerenciamento do hardware é muito sofisticado e exige sistemas operacionais mais “robustos”. De imediato pode ser percebido um uso muito interessante para o VMWARE : rodar LINUX sob WINDOWS ou rodar WINDOWS sob LINUX. Assim o usuário de um destes sistemas operacionais que quiser ou precisar se aventurar no outro sistema operacional poderá fazê-lo de maneira muito mais fácil e ainda simultaneamente.

Criar uma máquina virtual é tarefa auxiliada por um Wizzard, o qual faz todas as perguntas necessárias sobre configuração desejada, recursos disponíveis e qual sistema operacional será instalado etc. Também se escolhe a quantidade de discos rígidos alocados para esta máquina. Há dois tipos distintos de discos, os virtuais e partições reais. Usar discos virtuais é muito prático pois o VMWARE cria no diretório do programa um arquivo (w98.dsk por exemplo) , o qual na atual versão suporta discos de até 2 Gbytes, até 4 discos, num total de 8 Gbytes. Mesmo se alocado o tamanho máximo (2 Gbytes) o referido arquivo que contém o disco virtual só ocupará o seu tamanho efetivamente gasto , ou seja, se no disco virtual há 800 Mbytes em aquivos, este será o tamanho aproximado do arquivo DSK. Outra alternativa é ter uma partição real pré alocada para o disco de uma das máquinas virtuais. Assim se supera o limite de 2 Gbytes mas gasta-se mais espaço do disco rígido uma vez que todo espaço deve ser previamente alocado.
Os discos podem ser “Persistents”, “Undoables” ou “Non-Persistents”. Discos “Non-Persistents” são aqueles que após toda uma longa sessão de uso da máquina virtual, quando a mesma é desligada, tudo volta exatamente ao estado original, como se nada tivesse sido feito naquele computador. Os discos “Undoables” são aqueles que no final da sessão , ao desligar a máquina virtual, pergunta-se se todo o trabalho deve ser considerado ou descartado. Os discos “Persistents” gravam tudo automaticamente sem perguntar. Estas características permitem várias “manobras” como por exemplo sempre ter por exemplo uma versão “zerada” de Windows 98 para testes de programas e no final do processo, gravar, descartar ou ser perguntado sobre a manutenção dos dados.

Após esta etapa em uma nova janela surge o nosso computador virtual, com direito a tela de teste e SETUP de BIOS, boot por disquete ou CD ROM, acerto do relógio, modo de economia de energia etc. Dentro desta janela tudo se passa como se fosse realmente outro computador. A maneira mais fácil para instalar o sistema operacional é iniciar a máquina virtual (boot) pelo CD ROM e a partir deste instalar o mesmo. Se desejado pode ser usado um disquete de boot de Windows 98 (que também dá acesso a CD ROM), e efetuar o já famoso ritual de FDISK, BOOT, FORMAT e instalar o sistema. Cada máquina virtual fica naturalmente em diretórios distintos

Como todo o hardware é virtualizado, muitas coisas interessantes podem ser feitas. A placa de rede é compartilhada por tantas quantas forem as máquinas virtuais ativas, ou seja, fazendo com que todos estes computadores virtuais estejam na rede local. Assim quem não tem rede e precisa testar programas em rede, consegue simular esta situação, e quem tem rede local, também terá acesso aos computadores virtuais pela rede. Da mesma forma CD ROM, disquete, placa de som , portas paralelas , seriais, e dispositivos SCSI são compartilhados. Por motivos óbvios o acesso a estes periféricos não pode ser simultâneo (salvo a placa de rede que tem tratamento especial para permitir isto). Não ainda há suporte nesta versão a portas USB , que seria muito bem vindo.
Há suporte também a múltiplas resoluções de vídeo e níveis de cores, embora o nível de cores seja sempre igual ao do sistema operacional nativo, isto é, se o VMWARE está instalado sob Windows 2000 Professional com 65536 cores, pode-se ter qualquer resolução de vídeo até 1024x768 nas máquinas virtuais mas também com 65536 cores. A máquina virtual pode rodar em “tela-cheia” ou em uma janela lado a lado a um aplicativo comum. Cada máquina virtual pode ter sua quantidade de memória RAM determinada, que vai de um mínimo de 16 Mb até o limite da memória do hardware original. Quanto mais memória alocada para as máquinas virtuais, menos memória sobra para os outros aplicativos e mesmo para outras máquinas virtuais. Um software chamado VMware Tools deve ser instalado nas máquinas virtuais para facilitar a navegação entre janelas e disponibilizar o driver de vídeo VMWARE para mais de 16 cores.
Conseguimos em nossos testes desempenhar tarefas inacreditáveis. Um de nossos scanners (HP via porta paralela) só tinha drivers para Windows 95/98/Milenium. Criamos uma máquina virtual com W98, criamos uma porta paralela virtual e instalamos o software do scanner. “Bingo” ! Temos um scanner incompatível com Windows 2000 rodando sob uma máquina virtual Windows 98, usando a rede do VMWARE para transferir os arquivos para o W2000. Cada máquina virtual criada, automaticamente ganha o seu IP, acesso a rede e inclusive acesso a Internet via nossa conexão ADSL compartilhada.
Em um de nossos testes, instalamos o VMWARE num ACER Celeron 300 Mhz com 96 Mb de RAM, no qual estava instalado Windows 2000 Professional. Conseguimos instalar uma máquina virtual com Windows 98, no qual instalamos um SQL Server 7.0 Personal Edition. De outra estação da rede pudemos testar um aplicativo cujos dados se encontravam exatamente naquele SQL da máquina virtual. Claro que nesta condição de hardware tão “apertada” o desempenho da máquina virtual não estava bom, mas viabilizou o teste.
Em outro teste, num hardware mais robusto, um Pentium III 733 Mhz com 512 Mbytes de RAM, o VMWARE mostrou do que realmente é capaz. Conseguimos rodar simultaneamente duas máquinas virtuais diferente, ambas com Windows 2000 Server, cada uma delas com 128 Mbytes de RAM para si. Numa delas foi instalado o SQL Server 2000 e Exchange 2000 enquanto na outra foi instalado o Visual Studio .NET Beta 1 com toda a plataforma de desenvolvimento e testes de C#, ASP .NET, VB .NET etc. Pudemos inclusive publicar na Internet um site rodando nesta máquina virtual. Este é um bom exemplo pois a Microsoft recomenda fortemente que seu ambiente de desenvolvimento .NET Beta seja testado em máquinas “limpas” e que não seja colocado em produção, uma vez que por ser Beta pode haver problemas. Nada mais fácil que criar uma máquina virtual, fazer todo o teste desejado e depois somente apagar o diretório da máquina virtual para eliminar todo e qualquer vestígio daquele computador virtual. Na prática também é interessante ter diretórios com instalações “zeradas” dos sistemas operacionais mais usados para que se ganhe tempo em testes futuros. Basta copiar este diretório, fazer os testes e eliminá-lo posteriormente.

Outro grande beneficiado com o VMWARE é o desenvolvedor de aplicativos que pode sem grande trabalho testar seu programa em vários sistemas operacionais (tanto o aplicativo em si como os problemáticos programas de instalação que sempre dão dor de cabeça). Consultores, profissionais de Tecnologia de Informação e mesmo o laboratório de testes (como o de INFORMÁTICA) são grandes beneficiados com este novo tipo programa.
Também conseguimos instalar com total sucesso duas máquinas virtuais com Red Hat Linux 6.2. Uma como Desktop com interface gráfica e outra como Server, as quais inclusive já participaram da rede local com outros PCs e outras máquinas virtuais, inclusive acesso a Internet.
Como o VMWARE virtualiza o hardware completamente, é possível gravar por exemplo em CD um diretório de uma máquina virtual e copiá-lo para outro computador com hardware distinto, que também tenha o VMWARE. Como todo o diálogo com o hadware é feito pelo VMWARE, mesmo que o segundo computador seja completamente diferente, a máquina virtual funcionará maravilhosamente bem.
Porque desligar as máquinas virtuais ? Cada uma delas pode ser “Suspensa” e ao reativá-la aquele computador voltará exatamente no mesmo ponto ! E rápido !
Tivemos dois problemas sérios durante o teste, embora bastante localizados. Não conseguimos instalar a versão Beta do Windows XP (Whistler) em uma máquina virtual. Logo no início da instalação, após algumas telas a máquina virtual se reinicia sozinha. Acontecera algo semelhante quando pudemos testar o Windows Milenium sob VMWARE, mas logo após o release final do Milenium a VMWARE disponibilizou uma atualização que resolveu o assunto. Também tivemos problemas para fazer a rede local funcionar em um computador cujo VMWARE estava instalado em um Window 2000 Professional em Português (este fenômeno não aconteceu com qualquer Windows em inglês).
A empresa VMWARE está explorando pesadamente o seu “ovo de Colombo”, uma vez que além da versão Desktop testada por INFORMÁTICA, outras versões do produto se encontram disponíveis. Existe uma versão “light”, só para Linux que serve somente para rodar Windows sob Linux, despojada de várias sofisticações da versão Desktop, tem o preço como atrativo (U$ 79,00). Existe a versão Desktop (US$ 299,00) e uma novíssima versão ESX Server (ainda sem preço) que cria máquina virtuais sem precisar de sistema operacional nativo (tem um tipo de Kernel de Unix embutido e faz as vezes do sistema operacional), que vem sendo indicada para dividir serviços em Provedores de Aplicações
(ASPs).
O VMWARE impressiona pela sua simplicidade, seu imenso poder , versatilidade e robustez. Tem um requisito de hardware mínimo até modesto pelo que faz mas é em computadores mais avantajados que ele realiza todo o seu potencial (ainda mais agora que os preços de memória estão muito baixos). Impressiona também que um software de apenas 5.5 Mbytes (espaço este disponível em um pouco mais que três disquetes) seja capaz de fazer tudo isto que ele faz. Quem quiser testar o programa, há no site
http://www.vmware.com uma cópia para avaliação com plenos recursos mas limitada a 30 dias de funcionamento
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Fornecedor |
VMWARE Inc |
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Produto |
VMWARE Desktop 2.03 |
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Plataforma |
Windows 2000, NT 4.0 e
Linux |
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Requisito de hardware mínimo |
Pentium II 266 Mhz, 96
Mb Ram, CD |
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Preço |
US$ 299.00 |
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Categoria |
Máquinas Virtuais |