AMD 64 bits Athon FX 53 - o processador mais rápido da face da Terra!

Informática já testou muitos computadores nos últimos anos, mas este protótipo da AMD baseado no novo processador da empresa lançado último dia 18, deixou uma impressão diferenciada e muitas saudades ao deixar nosso ambiente de testes. Segundo a AMD este equipamento testado é o mais rápido computador pessoal existente na face da Terra, uma afirmação bastante audaciosa. Testamos recentemente um equipamento equipado com o processador Intel Pentium 4 Prescot, do fabricante Accent, que deixou uma impressão semelhante a esta. Como não tivemos ambos simultaneamente para confrontá-los diretamente não podemos ratificar essa afirmação da AMD com números objetivos. Uma pena, pois seria um duelo e tanto. Mas a despeito disso este teste foi uma experiência realmente especial. A começar pela carga do Windows XP que demora somente 8 segundos!

O FX-53 trabalha em uma freqüência nominal de 2.4 Ghz, que hoje em dia não significa muita coisa pois tanto AMD como Intel, os dois “players” gigantes desse mercado, têm valorizado em seus projetos a arquitetura e eficiência do sistema como um todo. O computador utilizado não era um produto de mercado e sim um protótipo feito pela própria AMD usando componentes existentes de fabricantes renomados. O surgimento de máquinas brasileiras com este sofisticado conjunto é uma questão de tempo. Além do processador de 64 bits, motherboard ASUS SK8N, placa de vídeo de última geração Nvidia GForce 5900 ultra com 256 Mb Ram, 1 Gb de memória RAM PC3200 (400 Mhz) DDR registrada de baixa latência (CAS 2), dois HDs Serial Ata de 40 Gb formando um array, outro HD ATA 133 de 40 Gb, um leitor de DVD-ROM 16x e um gravador de DVD+RW 4x e mais todas as portas e conexões que se tem direito (USB 2.0, Firewire, PS/2, Paralela etc.). Enfim, uma máquina dos sonhos !

O comparativo de processadores
Neste teste usamos outros três computadores para podermos comparar o AMD 64 FX-53 : um Pentium III de 1.06 Ghz, um Pentium 4 de 2.4 Ghz Northwood (mesma freqüência do FX-53) e um AMD Athlon XP 2600+ (2.1 Ghz). Como estes computadores têm arquiteturas e componentes muito distintos, focalizamos os testes em operações que dependem predominantemente de “CPU power”, ou seja, quisemos medir as virtudes dos processadores e não do conjunto, que introduziria grandes distorções pelo fato dos conjuntos serem muitos distintos. Os resultados estão na tabela e gráfico abaixo. Os testes foram compostos por um mix de operações que estressam a CPU (codificação de vídeo MPEG2, cálculos matemáticos, conversão de MP3 para WMA e criação de arquivo ZIP e em alguns casos com Antivírus em paralelo). Os testes 1 e 2 (mix diferentes de funções) foram feitos em modo “exclusivo” e os testes 3 e 4 são idênticos aos testes 1 e 2, mas com uma rotina de antivírus rodando em segundo plano verificando cerca de 250.000 arquivos (o suficiente para tomar o tempo do teste completo em cada máquina). Os resultados de cada teste foram normalizados sobre os números do Pentium III 1.06 Ghz e por isso os testes não podem ser comparados entre si.
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Teste 1 |
Teste 2 |
Teste 3 |
Teste 4 |
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PIII 1.06 Ghz |
100 |
100 |
100 |
100 |
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P4 2.40 Ghz |
179 |
180 |
212 |
197 |
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XP2600+ |
245 |
238 |
322 |
255 |
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FX-53 |
332 |
328 |
458 |
365 |
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FX-53 64 bits |
332 |
327 |
451 |
356 |
Em outro teste, mais “lúdico”, usamos o jogo Grand Prix 4, um simulador de corrida de Fórmula 1 que tem elevada exigência de hardware. No AMD FX-53 pudemos usar resolução 1024x768, todas as sofisticações visuais possíveis e mesmo assim obtivemos cerca de 60 frames por segundo. Maravilhoso ! Graças também à excelente placa Nvidia GForce 5900. O PIII 1.06 Ghz em 800x600 com quase todas as sofisticações visuais desligadas obteve somente 9 frames por segundo. Com o mesmo AMD-FX53 mas rodando em 64 bits, nas mesmas condições obtivemos somente 16 frames por segundo. Essa diferença imensa deve-se aos drivers de vídeo que ainda não foram otimizados (nem beta são). O Pentium 4 2.4 Ghz e o Athlon XP 2600 tiveram performance razoável, com 18 e 25 frames por segundo respectivamente na resolução 800x600 (menor que a testada no FX-53).
Mas e os 64 bits ?
Repetimos os teste do AMD FX-53 em um ambiente inovador. Obtivemos o Windows XP 64 bits Edition e pudemos testá-lo neste equipamento. O comportamento é absolutamente transparente, salvo algumas arestas como o Antivírus Norton 2004 cujo auto-protect não podia ser ativado (só o scan manual) e a performance de aplicativos 3D prejudicada por causa dos drivers de vídeo não otimizados (descrito no teste do jogo GP4). Nossa conclusão é que o real benefício do Windows XP 64 só será obtido quando houver recompilação dos aplicativo para esta nova plataforma. Nos testes que fizemos os resultados foram virtualmente idênticos em 32 e 64 bits. Isso é muito bom pois poderia até haver um pequeno decréscimo para gerenciar aplicativos de 32 bits em modo 64 bits. A dupla AMD e Windows XP se mostraram muito eficazes com o legado de aplicativos e por outro lado são uma garantia de crescimento real ao longo do tempo na medida que os programas forem sendo migrados para 64 bits e obtiverem todas as vantagens de maior endereçamento de memória ampliado. A Microsoft ampliou a parceria na arena dos 64 bits com a entrada recente da Intel também neste segmento. Portanto 64 bits não é realidade hoje, mas com estes três gigantes, AMD, Intel e Microsoft, trabalhando nesta direção não há dúvidas que é o caminho natural da evolução. Com o sistema operacional concluído e otimizado, tem-se pelo menos performance idêntica ao mundo 32 bits com os aplicativos atuais e um imenso potencial de aumento de desempenho na mesma máquina com a chegada dos softwares devidamente otimizados.
Todo este desempenho surpreendente é explicado por avanços da tecnologia deste processador. É fabricado em 130 nanômetros, com cerca de 106 milhões de transistores, 128 Kb de cachê L1, 1 Mb de cachê L2 (no processador), gerenciamento de acesso a memória feito pelo diretamente pelo processador (sem usar o chipset) e usando Hyper-Transport como meio de acesso aos periféricos externos. Tudo isso explica a qualidade da solução criada pela AMD.
Esta batalha travada pela AMD e Intel na busca da vanguarda e liderança na arena de processadores pode ser considerada uma “guerra santa”! Não há mortos ou feridos, somente inovadores e evoluídos produtos. De um lado temos Pentium 4 Extreme Edition, Itanium, Prescot, de outro lado Atlhon XP 64 bits, Opteron 64 etc. Enquanto houver esta saudável disputa os usuários agradecem toda a performance extraída de um mero bloco de areia derretida (o silício) que chega no formato de super processadores em seus computadores pessoais ou servidores nas empresas. A AMD sem dúvida fez muito bem o seu papel com o AMD Athlon 64 FX-53. De quem será a próxima jogada?